E por que não? ou como a falta de sacolinha está melhorando você.

Antes de mais nada concordo que a falta de sacolinhas de supermercado é uma chateação dispensável para quem, com essa correira do dia a dia, ainda tem que fazer compras.

As discussões são acaloradas e a grande maioria está contra pelo inconveniente causado e acusa os supermercados, mais especificamente o Sr. Abílio Diniz, de sovinice e economia porca a custo do cliente. Posso estar enganado, mas se o corte das sacolinhas foi uma tentativa de redução de custo no bom e velho estilo carteira, estes senhores são jumentos certificados.

Primeiro pelo grave dano à sua imagem, e depois por ser um erro estratégico tão grotesco, que custo a acreditar que uma empresa que fature bilhões de dólares por ano seja capaz disso a esta altura do jogo.

Todo supermercadista desde criancinha, no berço, sabe que o lucro de sua operação depende de um sentimento humano que nos faz, seduzidos pelos cartazes coloridos, pelo posicionamento dos produtos, pela simples palavra desconto, comprar aquilo que não precisamos em quantidades que não utilizaremos.

O impulso enche nossos carrinhos com coisas que não estavam em nossa lista original e, em última análise, depende muito da nossa disposição a não pensar.

Pois imagine se, por uma restrição de embalagem de transporte, você chega no caixa com sua sacola reutilizável e começa a colocar somente os itens que realmente precisa nela. Uma vez cheia, você simplesmente diz ao caixa que o resto que sobrou não vai dar para levar por falta de sacola, deixando para trás tudo aquilo que pegou sem pensar.

Se estava pensando em vingança, está aí sua satisfação.

Mas o importante mesmo é que o supermercado, ao tirar sua sacolinha, está, inconscientemente, te ajudando a ser uma consumidor responsável e somente comprando aquilo que realmente precisa, deixando o supérfluo para trás.

Eu prefiro mesmo é ver os resultados de vendas daqui um ano antes de falar qualquer coisa. Enquanto isso vou economizando nas compras na certeza que aqui em casa quem ganhou fui eu.

Escrito por

Carl é um engenheiro de negócios com 25 anos de experiência na gestão de empresas e projetos de vários tamanhos para grupos privados e governos. Há 6 anos começou a criar e articular redes sociais começando com a Rede da Engenharia até o Projeto TEIA MG de massificação de uso da Web do Governo de Minas. Pós-graduado em Marketing pela ESPM, MBA em Finanças pelo IBMEC e mestrado em Administração pelo Mackenzie. Apaixonado pelas filhas Amanda e Stella, está sempre com elas passeando na ciclofaixa, assistindo um filme de sua coleção, ou no Twitter, Facebook, Skype entre outras ferramentas que ensinou as duas a usar.

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