Entre informações e dados: Pessoas.

Assistindo, no congresso Mega Brasil um debate acalorado sobre dados e informações, a conclusão é uma só: Serão as pessoas que farão diferença e a vantagem competitiva.

A Internet inaugurou a era da abundância, da interação sobre a distribuição de conteúdo, onde a transformação de público para “prosumer” (de producer + consumer) aliada à sofisticação das plataformas está inundando as empresa de dados de todos os tipos num cenário inédito para os profissionais formados numa era de altos custos de obteção de informações.

Partindo daí, a opinião geral dos debatedores Fernando Moulin da Cyrela, Marcelo Coutinho do Terra e Nelson Marangoni da MC15 é que as pessoas serão o fator chave no desempenho das empresas, para eles o profissional de comunicação aproxima-se cada vez do marketing, no uso de métricas e na interação com o mercado.

Apesar de discordarem veementemente no formato, onde uns defendiam a abertura geral e irrestrita dos dados da empresa enquanto outros defendiam a criação de departamentos específicos para o tratamento destes dados, havia o consenso na relevância do assunto e a necessidade de um novo perfil do profissional de comunicação incluindo sociologia, antropologia, tecnologia e até matemática como habilidades e conhecimentos básicos.

Muitos outros pontos em comum também ficaram claros, como a necessidade de equipes multidisciplinares. da inclusão de toda a empresa a empresa na captação, compartilhamento, entendimento e uso desses dados ou mesmo na necessidade de aprendermos a lidar com esse mundo novo. Mas como todo engenheiro, na minha missão de reduzir os problemas para encontrar a solução, resumiria esse debate em uma única frase: Entre dados e informações, as pessoas farão a diferença.

Não era hora de entrar na polêmica, nem havia tempo para isso, mas acho que o assunto dados, indicadores de desempenho é ainda muito indigesto para os profissionais de comunicação, pois matemática e estatística não são matérias que os atraiam, mas também não acho que devam fazer disso um cavalo de batalha.

Para lidar com o Tsunami de dados que a internet tem gerado e que, pelo andar da carruagem, só tende a aumentar exponencialmente, iniciativas como equipes inbterdisciplianres, departamentos de tratamento e uso de informação, programas de mudanças culturais e abertura dos silos informacionais, são algumas das medidas necessárias, entre outras que surgirão à medida que o problema for melhor compreendido. A pergunta é quanto as corporações estão abertas à abertura.

Enfim, como um bom congresso deve ser, ficamos então com mais perguntas do que respostas numa daquelas situações típicas da Internet onde, se você não está confuso é porque não está prestando atenção.

Escrito por

Carl é um engenheiro de negócios com 25 anos de experiência na gestão de empresas e projetos de vários tamanhos para grupos privados e governos. Há 6 anos começou a criar e articular redes sociais começando com a Rede da Engenharia até o Projeto TEIA MG de massificação de uso da Web do Governo de Minas. Pós-graduado em Marketing pela ESPM, MBA em Finanças pelo IBMEC e mestrado em Administração pelo Mackenzie. Apaixonado pelas filhas Amanda e Stella, está sempre com elas passeando na ciclofaixa, assistindo um filme de sua coleção, ou no Twitter, Facebook, Skype entre outras ferramentas que ensinou as duas a usar.

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