O que um pouco de experiência não faz.

Depois de 2 anos e meio, visto o disfarce de velho lobo de imprensa e volto a cobrir um evento. Desta vez muito mais pela experiência e a diversão de produzir uma matéria do que como trabalho profissional. Às vezes esquecemos como é divertido sair um pouco fora da caixa, mas em uma ou duas horas tudo vai bem.

Pois numa cobertura onde tive o luxo de escolher as palestras a cobrir tenho uma grata surpresa, pois ao tentar entender o que seria Marketing 360 graus deparo-me com uma daquelas americanas aceleradinhas no melhor estilo Meg Ryan bancando a executiva que começou a palestra dizendo discordar veementemente do termo, de seu uso e que sua experiência prática mostrava outra coisa.

Para Lisa Evia da Navstar (uma loirinha linda, inteligente que cuida do marketing de caminhões pesados) marketing 360 sofre de um viés de mídia, onde a visão de forçar o consumidor esbarrar em sua marca o tempo todo é o suficiente para gerar os resultado de ______ (complete o espaço com a métrica que desejar: reconhecimento, share of qualquer coisa, awareness, etc). O que é uma grande bobagem.

Primeiro porque consumidor é a vovozinha, hoje lidamos com pessoas e clientes, não com publicos-alvo, audiência ou receptáculos de comunicação unidirecional. A internet colocou o cliente na sala de reuniões da empresa, ele tem opinião, quer ser ouvido e exige da marca muito mais do que somente um produto.

Estamos na era da experiência de marca, onde desde a comunicação, venda e até o atendimento do SAC, são contabilizados na construção desta esperiência na cabeça do cliente. Atendê-lo e fidelizá-lo é um trabalho estratégico, que deve envolver toda a companhia (dai o 360 graus começa a se encaixar novamente) numa busca diária para oferecer uma relação de longo prazo satisfatória.

O recado que ficou é: tomem cuidado com rótulos e o viés que aqueles que os cunham tendem a colocar na interpretação. A era do marketing de massa acabou, é preciso construir relacionamentos e ver as pessoas por trás dos números. Para isto basta seguir algumas regrinhas simples:

  1. Não crie barreiras dentro da empresa e fora dela, compartilhe dados, informações, opiniões envolvendo todos no estabelecimento de um relacionamento saudável com seus clientes.
  2. Tente de tudo, não existe ferramenta ideal, Facebook, Twitter, Pinterest, Slideshare, experimente para saber se é bom.
  3. Desista, fuja, excomungue o lugar comum, não faça nada porque alguém fez primeiro, crie seus caminhos, não ande só pelos dos outros.
  4. Seja autêntico, não tenter ser o que não é.

Não sei se foi a energia com que ela acreditava nisso ou o vídeo de milhares de caminhoneiros tatuando a marca ou a foto de caminhão Navistar no corpo que me impressionou mais, mas quanto mais vejo o caminho que os negócios tomam com a internet, mais simples as coisas parecem estar ficando.

 

Escrito por

Carl é um engenheiro de negócios com 25 anos de experiência na gestão de empresas e projetos de vários tamanhos para grupos privados e governos. Há 6 anos começou a criar e articular redes sociais começando com a Rede da Engenharia até o Projeto TEIA MG de massificação de uso da Web do Governo de Minas. Pós-graduado em Marketing pela ESPM, MBA em Finanças pelo IBMEC e mestrado em Administração pelo Mackenzie. Apaixonado pelas filhas Amanda e Stella, está sempre com elas passeando na ciclofaixa, assistindo um filme de sua coleção, ou no Twitter, Facebook, Skype entre outras ferramentas que ensinou as duas a usar.

2 Comentários to “O que um pouco de experiência não faz.”

  1. Beni disse:

    Parabens pelo POST

  2. Beni disse:

    Parabens pelo post.
    Curto inteligente e objetivo

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