Pesquisa revela que mundo da notícia é cada vez mais móvel e distribuído

Sinal dos tempos, cada vez mais a internet vem tomando importância no meio jornalístico. Que o diga a Pew Internet, braço do Pew Research Center. Na semana passada, durante um evento na Universidade de Ohio, US, ela divulgou pesquisa reforçando que o meio tem influenciado a decisão de busca de conteúdo jornalístico entre adultos com mais de 18 anos. E, ainda, que a segmentação na decisão dependendo da idade dos adultos está direcionando o mercado de notícias para um ambiente de rede distribuída e cada vez mais móvel.

As entrevistas foram feitas com 2.251 americanos, para os quais foi perguntado “Em que fonte de informação você mais confia?” para buscar 16 tópicos (tempo, notícias de última hora, assuntos sobre eleição, crimes, eventos culturais e artísticos, negócios locais, escolas e educação, eventos da comunidade, restaurantes, bares e boates, transporte e notícias de trânsito, impostos, imobiliárias, atividades governamentais, emprego, serviços sociais e informações referentes à construção.

A tevê ameaçada

De uma forma geral, a pesquisa revelou que a tevê ainda permanece em primeiro lugar na preferência da busca por informação, mas especialmente para três itens: notícias de última hora, tempo e trânsito.  Quando os tópicos mudam para educação, negócios, além de dicas de bons lugares para frequentar, a internet é imbatível, com 79% dos adultos online. Para estes, o meio online é a primeira e a segunda fonte mais confiável para 15 dos temas levantados, com informações sobre o tempo ganhando longe (89% dos entrevistados) seguido das notícias de última hora (80%), política local (67%) e assuntos relacionados a crimes (66%).

O interesse sobre a fonte  muda de acordo com a faixa etária. Sessenta e cinco porcento dos jovens adultos – entre 18 e 29 anos – vão direto a internet para buscar informação sobre lazer (restaurantes e bares), contra 53% dos mais velhos, cujo interesse na rede é maior sobre assuntos de política e eleição (71%), contra 55% dos adultos mais jovens.  Uma predileção maior pela mídia impressa também é característica dos mais velhos, com 44% destes em relação aos 28% dos adultos jovens, o mesmo valendo para a tevê, que tem entre estes adultos mais velhos 75% de predileção sobre os apenas 57% dos adultos jovens.

Distribuído e móvel  

Os websites para pesquisas em geral são mais usados pelos jovens adultos ( 56% dos usuários entrevistados, contra 37% dos mais velhos), mas a tendência que parece ser sem volta mesmo é o uso dos aparelhos móveis para efetuar estas pesquisas. Quarenta e sete porcento dos adultos em geral usam celulares e outros dispositivos para pesquisar sobre os mais diversos assuntos e, entre quem tem 18 e 29 anos, 70% buscam informações por meio de seus celulares.

Por fim, um diferencial que tem feito da internet aliada ao leitor-consumidor: a co-participação  no noticiário vem crescendo, com 55% deste grupo de consumidores de informação compartilhando vídeos, fazendo comentários, escrevendo artigos, discutindo via mídias sociais. É extremamente significativo para quem edita um veículo de comunicação, porque acaba de vez com a crença de que ainda é possível manter o leitor antenado se escrever sob o modelo centralizado, de um para muitos. meio de seus celulares. Apenas 8% destes buscam fontes tradicionais, 19% usam destas fontes + fontes online e 63% usam as fontes tradicionais + online via celular, com 2% usando apenas computador ou celular.

O mundo deixou de ser centralizado, não é mas descentralizado,  e está cada vez mais distribuído. E isso é inexorável.

Escrito por

Vany Laubé é jornalista e profissional de comunicação corporativa há mais de 20 anos, tendo auxiliado uma extensa gama de empresas, de todos os portes, desenvolvendo, implementando e cuidando da comunicação para funcionários, mercado e imprensa. Visibilidade sustentável é o foco de sua empresa +Mosaico Negócios & Comunicação. Informações em www.maismosaico.com.br .

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