E que tal dar seu cliente o que ele realmente quer?

Alguns meses atrás, participando de um evento de blogueiros, deparei com o comentário mais surreal que já havia visto em uma palestra.

Uma menina (aos 47 anos, muita gente vem se enquadrando nessa categoria ultimamente), provavelmente profissional de uma agência digital, reclamava que seus clientes não aceitavam na integra seu planejamento de comunicação, dando preferência a ações em blogs com muitos leitores em detrimento dos de nicho. Como não sou, nem trabalho para a Rede Globo e por isso posso dizer que, no segmento feminino, o Petiscos de Juliana Petit estava sendo preferido sobre algum outro mais focado no mercado do cliente em questão.

Mas o que me deixou mesmo preocupado foi o coro formado em defesa da pobre profissional vencida pela ignorância do cliente arrogante.

Não consigo encontrar explicação sensata para essas coisas a não ser o descaso dessas pessoas com princípios básicos da matemática aliados à maior atenção aos valores dos clientes do que à sua auto assumida capacidade.

Ao longo de toda minha carreira sempre procurei entregar ao cliente aquilo que estava comprando, mais até, vendia ao cliente exatamente o que ele precisava e aí mora a diferença. Nem sempre o cliente sabe o que precisa, às vezes ele quer ver sua marca num post da Julia Petit porque realmente acredita que é esta a solução. Cabendo a mim a tarefa de mostrar (não convencer) que o caminho certo é outro.

Mas isso dá um trabalho do cão. Dados, gráficos, tabelas, indicadores de desempenho e um monte de coisa chata são necessários, somente PowerPoints bem penteados e manicurados não bastam.

Porém escolas de design, marketing, criação, publicidade, jornalismo não ensinam as boas e velhas matemática e estatística, deixando seus formandos de calças na mão na frente de um cliente que, com razão, não vai assinar um cheque para publicar uma matéria num blog sem saberextamente quanto isso vai impactar seu resultado no fim do dia.

Minha sugestão para quem quer prestar serviço é: Passem a entregar a seus clientes aquilo que eles precisam, não o que você quer vender.

A diferença está somente na forma de apresentar o projeto.

Se você não concorda, a área de comentários abaixo está à disposição.

Escrito por

Carl é um engenheiro de negócios com 25 anos de experiência na gestão de empresas e projetos de vários tamanhos para grupos privados e governos. Há 6 anos começou a criar e articular redes sociais começando com a Rede da Engenharia até o Projeto TEIA MG de massificação de uso da Web do Governo de Minas. Pós-graduado em Marketing pela ESPM, MBA em Finanças pelo IBMEC e mestrado em Administração pelo Mackenzie. Apaixonado pelas filhas Amanda e Stella, está sempre com elas passeando na ciclofaixa, assistindo um filme de sua coleção, ou no Twitter, Facebook, Skype entre outras ferramentas que ensinou as duas a usar.

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