O Síndico Não Virá

Uma das maiores dificuldades da iniciação de empreendimentos em rede é lidar com o hábito centralizador cristalizado em nossos comportamentos.

O estabelecimento de uma cadeia de responsabilidades e de atendimento pessoal é um dos, senão o primeiro, dos movimentos que surgem quando um empreendimento, tarefa, idéia, projeto e etc. começam a tormar forma na rede.

Parece que nada dará certo se não houver alguém a ser contatado para solicitações das mais diversas, como se toda a rede formada não possuisse capacidade para entender o que está acontecendo e muito menos fazer algo a respeito.

É uma idéia insistente de que acionar uma pessoa específica, é mais eficiente do que acessar muitas. Como se restringir o acesso e personalizar o problema fosse tornar sua solução mais rápida, mais ágil, mais simples.

Lamento portar más notícias, mas não vai. Não vai agilizar nada, não melhora nada, na verdade só vai desgastar sua relação com a pessoa acionada, colocando-a numa posição de devedora (na melhor da hipóteses) por força-la a atender uma demanda sua, ou na de indiferente, por não lhe dar a atenção que você acha que merece. As duas desgastarão, a troco de nada, suas interações futuras e o relacionamento.

Em ambientes e empreendimentos distribuídos, a transparência, a comunicação aberta e a participação inclusiva, são chave para a exponencialização dos processos e somente com a exposição dos problemas é que as soluções virão. Pois ambientes em rede não possuem responsáveis, chefes de departamento ou síndicos.

Todos somos responsáveis e aqueles que se sentirem chamados, responderão sempre. Mas precisam ser chamados, em público, de forma aberta, fora das mensagens de inbox, emails pessoais, chamadas telefônicas.

O Empreender-se não tem dono, não tem chefes, não tem grupos, comissões, forças tarefas, não tem síndico. Abra-se para a comunidade e ela te atenderá com presteza, agilidade, amizade e um sorriso.

Não chame o síndico, ele não virá, pois ele já se foi em 1998…

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Escrito por

Carl é um engenheiro de negócios com 25 anos de experiência na gestão de empresas e projetos de vários tamanhos para grupos privados e governos. Há 6 anos começou a criar e articular redes sociais começando com a Rede da Engenharia até o Projeto TEIA MG de massificação de uso da Web do Governo de Minas. Pós-graduado em Marketing pela ESPM, MBA em Finanças pelo IBMEC e mestrado em Administração pelo Mackenzie. Apaixonado pelas filhas Amanda e Stella, está sempre com elas passeando na ciclofaixa, assistindo um filme de sua coleção, ou no Twitter, Facebook, Skype entre outras ferramentas que ensinou as duas a usar.

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